agosto 21, 2003

o poema vem dos outros

o poema vem dos outros

aqui, apenas mora o olhar,

a preguiça de seguir a velocidade do tempo,

A conjura do sentimento,

a certeza do caminho,

o pranto no derrame da angústia,

mas sempre a fagulha da poética

quando acha pouso na árvore do afecto

quando os meus braços chegam aos outros

assim posso incendiar o gelo canalha da hipocrisia

e ser catarata do amor

enchendo o rio do deserto

que outros tentam com sangue esvaziar.

Neste sólido mundo de violência

só o afecto não vacila à guerra.

Publicado por constalves em agosto 21, 2003 04:28 PM
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