A que distância estou do mar?
A sete braças do afecto
metido em silêncios parados
construindo paredes na alma inefável.
Os circulos que desenho, concêntricos, de movimentos esparsos
no sistema dos dias e das noites
são o tempo opaco sem cor que respiro.
o ar que procuro nos latidos dos cães à noite
nas ruas gastas do hábito
é toda a maresia que acho.
O lixo das ruas sós da cidade
é todo o muro canalha que não deixa ler o poema.
Mas eu sei que atrás das janelas dos prédios
está o mar impresso nos olhares dos poentes de Verão
mas o silêncio é Deus que não quer saber de mim ou das pessoas
e
acredito que me afasta da praia.
O mar é a ideia
e o corpo na dor só quer saber de bálsamos idiotas
A que distância estou do mar!
Publicado por constalves em agosto 29, 2003 11:39 PM