Este penar que sentes nas minhas palavras
não são o afecto que tenho aos outros,
são o registo dos dias, que por serem belos
e cheio de luz que só a tristeza e o infortúnio
podem datar a minha existência.
Os segredos que te conto não são dores
apenas peças com defeitos na máquina da felicidade.
Colheste-me também âmbares e ternuras
que são tudo o que quero ser
embora o hediondo tenha que ser morto
todos os dias depois da porta da rua da minha casa
A rua é a cidade e tudo aquilo que não somos
porque não cavamos com palavras
nem nos sustentemos das ideias,
mas juro que para ti diário, eu sou só palavra!
Publicado por constalves em setembro 6, 2003 03:52 PM