Impossível não crescer na voz de Bocelli
Impossível não estar vivo com um filho acabado de nascer nos braços
Talvez mesmo seja impossível não existir Deus quando o agricultor faz a vindima
O amor é a viagem da existência
A música o elixir da eternidade
Será a morte a saudade?
O mistério genético do nascimento a ilusão matemática?
O sentimento é uma vaga de mar que balouça a barca
A alegoria a explicação possível das palavras
E o corpo a fonte de sangue da exaustão do conhecimento
Os santos e a guerra as parábolas do limite
Quantos Ramos Rosa temos que ser?
Quantos beijos devemos à nossa mãe?
Quantas perdas nunca recuperaremos?
Somos fogo porque a terra arde no nosso olhar emocionado?
Falta- nos o ar do sufoco do abraço
Não respiramos na solidão
E é tudo o que sabemos do coração
A raiva esgota-se no grito
E só deus é para nós a solução
Quanta justiça precisa das nossas mãos
A solidariedade é também a sobrevivência da razão
E os cavalos brancos que crescem no peito
São a força e a virtude que precisam sair de nós
O mundo é redondo e a lua também
E tudo o que é recta é uma invenção
Tudo o que é terno quer falar
E o grito é raiva molecular!