setembro 07, 2003

sobre a escrita




o deleite de caír no verso
de amurar o absoluto
de crescer na palavra...
é o convite que as horas vazias me deixam.
O jubilo de encontrar corpos feitos de alma
nos leitores de um poema
é o encontro divino
de um olhar que se espraia no silêncio do espírito!
A exibição da nossa perspectiva no verbo
pode ser a âncora da nossa existência
e eu não quero perder pitada da viagem misteriosa que é a vida
por que não tropeçar nas

letras
e circular com sangue no ilegível
gyt jtu j ui aaaaaaaaaaaaaa
só o prazer é meu
mas dou-vos a incógnita,
o soluço da charada
que acrescenta corpo à dúvida
e não será a vida que vos empresto?
Eu fico na fé que o que escrevo seja.... algures
num corpo feito trespassado por sentimentos
o abraço do raio de sol que vi num Novembro moribundo!

Publicado por constalves em setembro 7, 2003 06:20 PM
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