Na verdade as coisas são palavras
na melopeia do vento
ou na ideia da flor
o teu sorriso é o meu verbo
e no encanto do poema que escrevo
uso as palavras para encher o silêncio de todas as coisas
o espelho de vidro, que agora é só palavra,
traz-me em palavra o teu rosto
que coloco ao lado do meu
as palavras
as palavras que transponho
são agora o mobiliário que bebo no meu canto
o poema é o meu quarto ocupando o vazio
e agora cá dentro
há flor ...e há vento!
Constantino, gostei muito deste poema.
Com sucessivos problemas internéticos e no PC, tenho andado arredada da net. Hoje acedo e descubro o seu Diário Poético. Parabéns por ele.
Um abraço da
Soledade