mesmo no dia, nas coisas banais,
num cabelo teso sobre os olhos
és a rosa de luz
ainda me fazes o silêncio das coisas nobres
porque o ser não rebenta no vulgar
hoje sei que a paixão não resulta só do desejo
o que és solta-se para além do fogo, da metáfora, da ideia
o amor também é encontro,
admiração, respeito
e outras coisas frias que nem sempre se usam no breviário do poeta
Não ouses a chama que se pode apagar a qualquer momento
Se és água ou uma sábia brisa
deixa-te ao tempo
e na acrobacia que fazes com o novo e com o futuro
se queres a aventura sê romã
que é a tarde conseguida e a cor do devaneio
sê leve e fraca como a ponta de um ramo verde de árvore
e saboreia o vento que tu tanto sabes e maravilhosamente nunca lês
Agora o sol fecha-se no horizonte
e mais tarde prepara-se a manhã
Quanta luz se forja na rosa que não dorme e só é que pode ser,
quanta força no amor que começa assim neste jardim?
O poema é lindo,e ressalta "estaleca" de poeta,no seu autor. Que bom que é vermos palavras se transformarem em VIDA. Ana Valéria
Afixado por: Valéria Mendez em outubro 7, 2003 03:13 AM