
Breeze of the morning, Orbetelli
site de Orbetelli
hoje a manhã
é a memória
a memória branca sem perfumes e sem enredos
depois do mar e dos búzios impressos nas casas
da praia
depois do vazio da gruta da manhã que o tempo cava num apelo
fica-me o rasto das coisas sublimes e rectilineas do passado
no passeio que depois faço e como visto a gabardine do Pessoa conjectural
arraso os castelos da dúvida e do eco oco dos ouvidos surreais
a saudade não é para mim uma irmã
nem pode ter sexo
por isso não a chamo nem a quero
isso fica nas canções
só quero o papel da manhã
para botar o branco do poema
que nunca lá está
o que lêem é o relato,
o que não tem nome nem cor e é importante
deixei lá