
rebenta sempre o sol à mesma hora
na tarde de uma forma sonora
os sinos de fé ficam secos
os mantras das preces são desertos violentos
a besta rebola-se na lama seca do ócio e da acidez
a besta é a inocência
a pureza da alma com o corpo da culpa
o sol como as armas executa a defesa imatura
as crianças brincam com peluches julgando os outros
e morrem
como os outros
sob as chamas e o tempo górdio do dia
o sol marca o tempo
o relógio a bomba
apesar de tudo a besta vive sempre
e é esse o nosso último suspiro
quando ainda o poente é só uma esperança
Frias Correia
Belo blogue.
Posso pô-lo nos meus recomendados?