
arcos e portas
e uma flâmula de silêncio
comunicamos pelos labirintos do tempo
e o espaço é o papel em branco onde pomos as palavras em pedra
tudo o que é nosso e está noutra direcção
encontra-se no sorriso e no afecto
que são redondos e só têm um lado
a água dos lagos e a luz que se propaga no cristal
é a nossa colecção de desejos no código do fogo
e os poemas que lês de outros
sou eu
perpétuo
e
perspectivo
tu estás-me na cor
e eu invento-te como um verbo que quer saír sempre da PALAVRA
disto se fazem os dias
de outras coisas se escreve nos jornais
que se propague pelo ar dos outros o quente dos nossos laços
que se rebente com os muros
que fiquem
arcos e portas
e uma flâmula de silêncio
Caro Mestre e Poeta Costantino Alves, vim pelo convite. Vim, vi e gostei. Agora te dou parabéns,
pelo conjunto da obra e agradeço o convite e por
fazer-me ver o que ainda não sei.Um Grande Abraço
Transatlântico. A.Bittar(Poeta dos Grilos)
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kasino
Afixado por: kasino em setembro 27, 2004 01:53 PM