
pouco há a dizer:
que o fim está próximo
que tudo se desfaz no silêncio da melancolia
tudo se repete de novo:
a simbiose das árvores com o vento
as chuvas com os rios
embora haja pouco a dizer e que tudo se repete
eu nunca descubro o segredo que conta o depois do fim
é que a terra que é também o meu corpo não recebeu ainda a semente reveladora do começo
irei como tudo o que é neste mundo até ao fim da escuridão decompondo-me na melopeia das palavras
dispersas no vento de Outono
haverá fim?
farei as preces ainda com os olhos fechados
Se houver depois o amor e ainda a Primavera
saberei o que é o Paraíso
como se de um sonho se nascesse
Será sempre assim?
Publicado por constalves em outubro 23, 2003 11:29 PM