
é preciso chegar ao fim da recta!
é no cansaço das flores
que olho todo o dia
como num olhar por uma viela
descobrindo o espaço dos pássaros
que tecem a alma em seda branca véu
os doidos formigam os dedos contra as janelas que mostram o céu
o céu é todo o real das fantasias do ar
só o vento e os loucos não entendem a melancolia
o meu poeta também não compreende
é preciso chegar ao fim da recta!