
a promessa
prometido é devido
tenho-te guardada no recato de todas as palavras que escrevo
seguras-me a mão na escrita
e há amor nos meus dedos porque existes em qualquer parte de mim
nunca te esqueço embora a memória não seja consolação
os meus poemas são a promessa cumprida
e agora que sou dor
que me interessa a peripécia do riso solto
das correrias atrás das nuvens
das aventuras nas margens dos rios
há a vertigem do teu olhar que não se me apaga
mas como saber se atrás dessa árvore está a felicidade à sua sombra
cuidarei de mim
e essa é a última parte da promessa
se assim não for que olhos depois te poderão adormecer?