novembro 11, 2003

embora não queiras


Chagall

embora não queiras

embora não queiras
o rio e as árvores
são silêncios nos nossos corpos
embora não te pareça
a luz e os ventos
são obedecidos nas nossas carícias
as nossas línguas repercutem-se nas palavras dos poetas
toda a matéria do nosso amor está na poesis essencial da voz e do sangue

caminharei silente e seguro como o farol erecto que indicia a margem ou a terra descoberta

poderia eu ser sempre o sábio dos reflexos na poeira da solidão?


a tua ignorância é a ingenuidade em chamas do teu beijo que me lança a essencial dúvida
e eu sempre te esconderei este poema

Publicado por constalves em novembro 11, 2003 01:50 PM
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