
Algo
Ah quero deitar-me à beira de uma lagoa,
o corpo imerso,
cravados os dedos na areia,
sentir os cabelos balançando leves,
algas a subir e descer com as pequeníssimas ondas.
Quero deitar-me e esquecer-me de mim,
embalada pelo ir e vir da água,
olhos voltados para o céu,
definitivamente alga.
Algo pouco e silente
a resvalar pela vida.
Não ser mais,
por instantes não ser mais.
Silvia Chueire
Tenho que deixar expresso que estamos perante um belo poema.Parabéns Silvia
Afixado por: constantino em novembro 17, 2003 05:28 PM