
e onde param as ovelhas?
e lá estava o castanho envelhecido dos plátanos
os simulacros de gente tecendo poesia branca
os carros nas arestas das portas obrigando o dia descoberto
como em todo o xadrês a raínha impera no seu movimento paraplégico
os soldados na trincheira azul e obrigada
as cotonetes nos ouvidos dos poetas
e as rendas crescidas longe no sublime monte do Pico
falando omissas do segredo
é um Portugal de curvas e rectas que seja promessa cumprida
que quero nos cafés e nas mortalhas do silêncio
mas que haja sempre plátanos...
e onde param as ovelhas?