novembro 26, 2003

Promete-me um bote

Promete-me um bote


Promete-me um bote
e um dia fresco
as canas sempre as canas
no hall do hospital
a cana azul da salvação
sem cana não há peixe
e sem peixe não há sobrevivência
sem um remédio ao fim do dia,
as casas azuis não voam
nem o hall do hospital desaparece.
O peixe em cima do bote
e a cana na mesa do hospital
por cima da casa azul da minha mãe.
Todo o Oceano e o vento
serão o meu espaço de
onde vejo as simetrias
da existência.
O barulho das gaivinhas e nos olhos tristes das gentes
também estão na canção.Procura o bote, o vento será a melodia.
Faz deste poema uma canoa
um lençol, um lago e flutua
no morango mais bonito do Rio.
o traço azul nas casas da aldeia branca.
O traço azul afasta os espíritos e o vento.~
Traz uma gramática telegráfica

Constantino Alves
José Gil
Jorge Vicente
Francisco

23/11/03


Publicado por constalves em novembro 26, 2003 03:17 PM
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