
revolver a gaveta
é tudo papel pardo:
as fotos luminosas, os selos catitas
as moedas raras, os cromos preteridos
é como este Outono e este dia
que não passa
que não tem futuro
só arde no prato a maçã que vou comer
um futuro breve prevê-se
e é tudo o que se leva da memória