dezembro 13, 2003

a vulgaridade dos corpos



a vulgaridade dos corpos


podemos também ver assim:
pelo diâmetro da existência
trocando as pessoas por corpos.
Pode até ser a mais séria das atitudes
comprrender que muitos são só corpos
e o mundo um enorme matadouro.
Quantos permanecem no sonho e fabricam a ideia?


Adia-se a existência por troco da mortalidade,
cumpre-se o corpo.

è certo que só podemos erguer a matéria
e continuamos espalmados às paredes

de tudo o que se sabe ainda ninguém levantou a imortalidade
da existência
do sublime e determinante eu ainda não se fez a promessa dos sonhos

se calhar o futuro será sempre tarde
e as manhãs um jogo inocente

faremos herbários com o silêncio da irreverência

cuidaremos dos jardins dos poemas com lágrimas no canto dos olhos


seremos sempre um segredo inefável e estranho...

podia estar bem disposto e acreditar...
mas o relógio Górdio do meu corpo dita a morte
o diabo depois do poema escrito baba-se do escárnio que me atira todo o dia


há mulheres belas ainda
o milagre pode começar a qualquer momento!

Publicado por constalves em dezembro 13, 2003 06:11 PM
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