
desfiando um sentimento e sempre procurando a verdade
Não há espelho neste mundo
para o sentimento que percorre o meu corpo
feito de quase nada
de prazeres e e dores e de uma razão louca da verdade
e de existência
não há espelho
nem muro que segure a sombra
do corpo da alma que criei
com as minhas próprias mãos
cheias de sangue e de
palavras
de tempo e de vazio
de desespero e de esperança
não sei se o plano era este
erguremo-nos sós
sendo pai e mãe ao mesmo tempo
dentro de nós
o meu corpo e o meu sangue nunca aprenderão os muros
edificados entre nós e os outros
há qualquer coisa de sórdido nos homens
que não os deixa ser completos
qualquer que não se encontra nas árvores ou nas flores
mas elas também não têm acto
e o acto e o movimento é punido com a crueldade.
Sim é qualquer deficiência do Segredo ou de Deus para quem
quer ver rostos....(e julgar o paradigma como reflexo e explicar que tudo é como se vê e se sente)
Não há espelho para o sentimento que me percorre
de unicidade e verdade
nem sempre pelos outros
mas comigo sentindo os outros
que mais poderá explicar o sangue?
Publicado por constalves em janeiro 20, 2004 03:39 AM