fevereiro 03, 2004

mata


mata


Quase tudo é impossível daqui
nem a lua remete o sol
nem a montanha acolhe o vento
nem os rios correm para juzante

todo círculo se fecha como noutros sítios
e as quadraturas concluem-se centrífugas e centríptas como noutras ocasiões
e as sequências numerais exigem o infinito

os poemas são possíveis mas não têm gente
as palavras decaiem oblíquas das bocas para as caixas
as ideias são elipses de tempo


e há a espera...
e eu mudo de destino


não há memória porque não há tempo
mas há paz e o silêncio

isto não é a morte, é um lado do corpo!

Aqui há dor mas não se exige o grito
e há toda a terra mas não há uma única flor

o mar superlativo, no mapa, é a ponte
na outra margem está a cidade soberba

aqui ainda se cava um buraco aberto noutro poema
porque essa luz feita da novidade que vejo no horizonte
não promete, mata

Publicado por constalves em fevereiro 3, 2004 01:00 AM
Comentários

gostei.. :)

Afixado por: Alexandre em fevereiro 3, 2004 01:34 AM

great page...im sure i'll come back...best regards

business plan

Afixado por: business plan em setembro 14, 2004 05:05 PM