
Jonathon Rosen
dor
há uma dor constante
nas bocas
no tecido das palavras
no úmero dos olhos
no capelo das mãos
quando se toca nos outros
quando se percebe os outros
(e os outros por coincidência também somos nós, por sentido
e por perspectiva universal)
essa dor nem sempre é triste mas tem o vigor do Segredo
odiada e amada
é
a nossa diferença para as pedras e das montanhas
da água ou do fogo, do ar
Será possível comprrendermo-nos sem essa dor
e o depois prazer?