
muitos outros
hoje vi as árvores qe não vejo
nas copas dos rostos
nas braças dos olhos
nas raízes das mãos
dos outros
porque há um serpente emplumada
que segue como um rio
por entre a lâmina do tempo
das coisas para os outros
e eu no poema sou o topo da cadeia alimentar
com palavras e muitos outros.