
é noite!
do líquido da estrada
e da cor sem prata
não se diz noite.
a lua vigia o mocho que pia,
e é um verso que é noite
cravam-se berbéres das histórias
nas mentes.
contra os muros, serpentes
o líquido da estrada, de repente.
a cor da prata ausente.
o voo nocturno da lua, no espaço.
o mocho vigia, sem verso.
é noite!
Publicado por constalves em março 19, 2004 08:32 PM