março 19, 2004

é noite!


é noite!


do líquido da estrada
e da cor sem prata
não se diz noite.

a lua vigia o mocho que pia,
e é um verso que é noite

cravam-se berbéres das histórias
nas mentes.
contra os muros, serpentes


o líquido da estrada, de repente.
a cor da prata ausente.


o voo nocturno da lua, no espaço.

o mocho vigia, sem verso.

é noite!

Publicado por constalves em março 19, 2004 08:32 PM
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