
uma dor no meio do peito
tão distante das palavras
dos modos
dos homens
da poesia.
Nem posso invocar o martelo pneumático ensurcedor
ou a roda implacável do sistema tayloriano
estou sem destino, como numa lixeira,
cheio de obstáculos.
aqui não há telhados de oiro
nem a pele sedosa de Anna
Só um equívoco chamado realidade.
Realidade,
uma dor no meio do peito.
Gostei muito deste trabalho. O diálogo entre o texto e a imagem, - e a imagem suscitada pelo texto, é fabuloso. Parabéns!
Afixado por: oscar em junho 1, 2004 02:05 PM