
Sem mar
sem mar, apenas a cidade.
as casas que não são casas, prédios, paredes.
e não há fontes, nem peripécias, nem azeitonas no chão.
Só pedras, risos dessimulados, origens fechadas.
Não sobra nada dentro dos automóveis, já experimentei.
Domingo, um campo sem palavras todo verde como uma bandeira,
Só na memória, como os mortos sorridentes da família.
Toda a cidade deita uma lágrima. A minha não deita.
é preciso fazermos sangue com os lábios na chávena da bica.
Eu não quero transmitir nada,
Apenas a voz do mar,
Sem mar!
Expressão tão bela e ao mesmo tempo abrumada...
ar...rrrr.
Um abraço pra ti Constan...
Afixado por: eduarda em abril 20, 2004 01:53 PM