
by Jan BRUEGHEL the Elder
poema aberto
o que se prolonga no enleio
das memórias com as coisas?
todo o meu futuro é o passado,
obedece-se à análise: a descoberta
do segredo.
Em vão.
Não sou metódico e não obedeço a princípios, as flores que gostava de compreender estão disseminadas pelos rostos das minhas mulheres e essas
partilham paixões em páginas de diários.
Tudo seco, sem solução.
Os dias abrem-se em manhãs dispersas , o mergulho, nessa água é inevitável.
Nado como ando: num deslizar que só eu sinto, depois de beber o tempo
e de o conter, inefável e invisível, por momentos um segredo.
O meu sorriso é o meu futuro sem desejo. O milagre da felicidade é transversal
e nunca se colhe.
O corpo contém uma pergunta e se quisermos nunca a deitamos para fora.
A pergunta é a felicidade.
As coisas e a memória enleiam-se solutas na pergunta.
Como gostava que vissem este sorriso que não deita para fora.
Publicado por constalves em maio 31, 2004 11:42 PMNão conhecia este cantinho poético.ADOREI.Voltarei sempre que possivel.Os meus parabéns e cumprimentos musicais.
Afixado por: Lara em junho 1, 2004 01:49 AMSimplesmente lindissimo... Obrigada por esta magnifica partilha...
Afixado por: Maria em junho 1, 2004 08:16 PM