
Um cientista sorri
Como um pássaro de fogo,
Emerge um rio verde e rubro nas escápulas da pele,
A cúpula de som cava o vazio nas odes da cidade,
Os pinheiros translúcidos deitam a lua memórica.
Há toda a gnose liberta nas falas e nas palavras secas de som.
Há um verdete na lucidez dos vidros das montras, lágrimas brancas nos olhos.
E não há morte.
É um tempo que não cabe na alma e nas Estações.
É um solestício, um paradigma emergente.
Todas as fontes abrem a luz.
Se te dói o peito, o amor desperta em mim.
A vizinha põe a bandeira na janela. Um velho fecha os olhos. O pasteleiro faz bolos.
O mar separado da praia canta, um cientista, sentado, sorri.
Publicado por constalves em junho 21, 2004 09:51 AM
E quem não sorri, com uma imagem e palavras destas... a mim, despertou-me um sorriso enorme, nos lábios e na alma... Desejo de uma excelente semana!
Afixado por: Maria em junho 21, 2004 11:59 AME que sorriso...
Gostei muito do blog.
Está convidado a ler u manifesto.
Gostei bastante deste diário poético!Um sorriso:)
Afixado por: Raquel em julho 5, 2004 05:26 PM