
lá longe não há lua decerto
parece impossível a lua ser só minha esta noite,
o silêncio e a lua como um bálsamo oriental.
não se esquece nada, apenas, tudo o resto não existe.
as folhas das árvores, devagarinho, fazem uma prece com a linguagem do vento.
o tempo pára no morno da noite como se quisesse falar comigo.
Eu estou na rua, nu, de palavras e ruídos. Não há saudade e memória.
As corujas brancas voam enchendo o ar de fantasmas pacíficos e extraordinários.
Parece impossível que a lua seja minha esta noite, e que eu percorra, lento,
o lago formidável da existência, no luxo do deleite da´paz deste momento.
lá longe, na vida, há mortos e feridas todos os dias, sem tempo, nem futuro.
de cabeça para trás de costas no muro bebo a lua, um hidromel que repito todas as noites de Verão.
lá longe não há lua decerto.
Sorte daqueles que ainda podem olhar para a Lua e merecerem esse olhar...ontem também para ela olhei mas não a passei a palavras,,,
Um abraço poético do
Morfeu
Um momento unico e mágico este teu, em que ausente de tudo, do mundo, a olhavas e a sentias.. Belo!
Afixado por: Maria Branco em agosto 3, 2004 10:44 AMRaro momento. Meus olhos por tela e, esse Bardo, foi pintando a imagem. Perfeito, agradável.
Bj. Poeta.
Afixado por: Eduarda em agosto 3, 2004 06:53 PMolá constantino, n sei se se lembra de mim. Sou a Katty. adorei esse poema... a lua tem bastante influência sobre mim, por isso me identifiquei com o poema. mas a lua é algo q tda a gente tem e nunca perderá*
Afixado por: fragile em agosto 3, 2004 07:11 PMCoisa mais linda é a lua.
Oféliaiznha
que belissima imagem
Afixado por: jpt em agosto 15, 2004 01:17 AMThank you, I just wanted to give a greeting and tell you I like your blog very much.
business grants
Afixado por: business grants em agosto 24, 2004 04:38 AM