para lá das árvores!

os amigos estão para lá das árvores,
presos na sombra da manhã.
A solidão, esta solidão de sol que criei,
arde-me nas palmas das mãos.
não há pontes no deserto que fabrico com o brilho dos vidros da memória.
Se houvesse pontes havia rios e margens e havia amigos debaixo de choupos.
havia árvores e eu e os outros.
mas o deserto é a minha ignorância e esta chama de verdade verde não sabe encontrar àgua branca, lagos com os outros.
Isto não é nada importante, só é importante é esta faca espetada no meu peito
por saber os outros longe...para lá das árvores!
A ausência dos que amamos fere...
Afixado por: Maria Branco em agosto 20, 2004 01:07 AM