
FENDA NAZARE
Abre o tectozinho da alma, abre
Desacorrenta Prometeu se a abobada
Do mosteiro desce na tua mão legére
Os sinos lavados tocam na rotura do sitio
Na Nazaré escondem tantas lágrimas
De outros pescadores de redes de escrita
Há missa hoje e já não há pesca, o sol seca
O sol sal, o salgado mar que o tecto quebra
Na muralha onde o musgo verde cobre
As pedras em coxa e concha redonda
Salgado o corpo de lágrimas como
Escamas de tanta ausência no peixe dourado
De Klee ao centro da sala do Museu de Vidro
Depois é o caos tudo se derrama sobre a areia
Um BMW só come sardinhas bem passadas
Warold fica em amarelo mo morro da Nazare
A Pop Arte as gambas bailam em Marcel Duchamp
E todo o trem do modernismo adensa a essência
De um samba longínquo ou um Blue de China Town
A Sónia sorri ,delicia na tarde esta é mesmo uma
carta para ti leitor ou legére ou não leitor
sem postais ilustrados nem links de decoração
José Gil
Sónia Regina
Teresa Silva
Constantino Alves
Nazaré,Fátima,Leiria, 18,19 e 20 de Agosto de 2004
Publicado por constalves em agosto 21, 2004 04:07 PM
Lembro-me como se fosse hoje , de Nazaré...
Um beijo a todos vocês