agosto 21, 2004

FENDA NAZARE


FENDA NAZARE

Abre o tectozinho da alma, abre

Desacorrenta Prometeu se a abobada

Do mosteiro desce na tua mão legére

Os sinos lavados tocam na rotura do sitio

Na Nazaré escondem tantas lágrimas

De outros pescadores de redes de escrita

Há missa hoje e já não há pesca, o sol seca

O sol sal, o salgado mar que o tecto quebra

Na muralha onde o musgo verde cobre

As pedras em coxa e concha redonda

Salgado o corpo de lágrimas como

Escamas de tanta ausência no peixe dourado

De Klee ao centro da sala do Museu de Vidro

Depois é o caos tudo se derrama sobre a areia

Um BMW só come sardinhas bem passadas

Warold fica em amarelo mo morro da Nazare

A Pop Arte as gambas bailam em Marcel Duchamp

E todo o trem do modernismo adensa a essência

De um samba longínquo ou um Blue de China Town

A Sónia sorri ,delicia na tarde esta é mesmo uma

carta para ti leitor ou legére ou não leitor

sem postais ilustrados nem links de decoração

José Gil

Sónia Regina

Teresa Silva

Constantino Alves

Nazaré,Fátima,Leiria, 18,19 e 20 de Agosto de 2004

Publicado por constalves em agosto 21, 2004 04:07 PM
Comentários

Lembro-me como se fosse hoje , de Nazaré...
Um beijo a todos vocês

Afixado por: eugênia em agosto 23, 2004 01:35 AM