
Nas árvores
Muito longe até às arvores,
Há o céu negro que espanta as pedras do caminho,
A vontade preguiçosa das sandálias indomáveis,
A alma presa nos vidros quebrados da solidão,
A verve do pântano do vício.
As árvores!
A miragem do descanso do meu sangue,
E os olhos prenhes de futuro?,
Um corpo na sublimação do atol fechado de uma angústia leitosa
De horas no descanso das ondas.
Podia eu ser um mar fechado como o Baical preso na terra,
As árvores, o cristal do segredo ouvido de mansinho.
Irei! Como um legume hasteando e achando o ar.
Nas árvores
Outro dia!
Publicado por constalves em agosto 21, 2004 10:29 PMBelo poema,Constantino. Mesmo. : )
Afixado por: eugênia em agosto 23, 2004 01:52 AM