agosto 21, 2004

Nas árvores


Nas árvores

Muito longe até às arvores,

Há o céu negro que espanta as pedras do caminho,

A vontade preguiçosa das sandálias indomáveis,

A alma presa nos vidros quebrados da solidão,

A verve do pântano do vício.

As árvores!

A miragem do descanso do meu sangue,

E os olhos prenhes de futuro?,

Um corpo na sublimação do atol fechado de uma angústia leitosa

De horas no descanso das ondas.

Podia eu ser um mar fechado como o Baical preso na terra,

As árvores, o cristal do segredo ouvido de mansinho.

Irei! Como um legume hasteando e achando o ar.

Nas árvores

Outro dia!

Publicado por constalves em agosto 21, 2004 10:29 PM
Comentários

Belo poema,Constantino. Mesmo. : )

Afixado por: eugênia em agosto 23, 2004 01:52 AM