
Mais um dia negro de Setembro
chega aos meus ossos o sangue da Ossétia,
cegam-nos lágrimas de dor feita de revolta.
não há paz na verdura deste mar de S.Pedro,
não há paz na brancura das flores do Jardim Camões,
não há tempo na secura dos nossos lábios sensíveis.
Não há amor nas minhas mãos que afagam os meus filhos,
nem o sol claro me podia dar agora esperança e consolo.
Há morte e desespero na Ossétia e isso invade todo o mundo,
as coisas que tocamos, os outros que amamos.
chove na rua, o céu cinzento de nuvens,
mais um dia de Setembro negro,
a paz prendida,
a dor solta!
Chove em mim...
Afixado por: Maria Branco em setembro 5, 2004 12:02 PME da negrura de mais um dia, saiu esse poema. Há sempre uma oportunidade para a poesia...
Abraço
chovem os sons e os ossos de promessas
a arder,
os sóis que caem dos meus olhos
e se empalidecem quando te
vejo, tremeluzente,
a um canto.
Os demónios da terra arribaram
e destruiram as estátuas
construídas com as nossas
lágrimas e substituiram
a pedra pelo sangue.
Nem as crianças escapam
à fúria dos deuses malditos
Jorge
Afixado por: Jorge Vicente em setembro 18, 2004 09:45 PM