setembro 11, 2004

Um barco na tarde, um polícia morre!


Um barco na tarde, um polícia morre!

Perfura-se a pele do dia, encontra-se o âmbar perdido.
As rosas bebem a luz derramada do sol.
Como num caminho, deslizo no azimute da bica,
Fazem-se as horas de ouro no relógio de pulso.
O mar pratica o contágio com o sangue.
É meio-dia. S.Pedro de Moel. Um detido na esquadra.
Regurgito o almoço. O verso não quer calorias.
A seda está pronta no córtex cerebral.
Machados de ouro em algas de safiras.
Frescas sardinhas na lota.
Fura-se mais a pele: golpes de prata.
O âmbar sobe poluto. Três da tarde!
Um morto na estrada, água na língua,
Um jovem casal não namora, odeia!
Colo-me às pedras da praia, recebo as estrelas do mar,

Cinco da tarde, é hora do chá!
Um barco na tarde, um polícia morre!

Publicado por constalves em setembro 11, 2004 12:37 PM
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