outubro 01, 2004

O feijão, o embrião consome a água

O feijão, o embrião consome a água

O feijão, o embrião consome a água.

Eu, tu também!

A experiência principia: tudo no inicio.

Tudo de preto. É noite!

Estamos assim na encruzilhada, decompostos nos braços um do outro

Um mar obcecado penetra-nos, bebemos também.

Contas-me emoções, cai-te o cabelo, a árvore aprende. Contas-me a pele, sujo-me de doce, sorrio

Os plátanos esperam à janela para te olhar, há uma carícia que me apetece dizer-te,

A água cai no feijão, humedece os lábios, o cipreste pinta de verde a sombra, o lago ri aos cisnes.

Continuas assim, de olhar prestes a morrer de vergonha como os girassóis de plátano. O vidro resplandece e parte-se

Deitas-te , esqueces talvez que és minha, um ribeiro eu cai no cemitério das promessas, fazem-se contas na bolsa, continuas nua encostada na cama, só vejo o teu cabelo, amo- uma vela apaga-se, fumo um cigarro, dou voltas ao mar, agora.

O embrião consome a água, cozem-se os linhos no rio -te amarelo na China,

Publicado por constalves em outubro 1, 2004 12:39 AM
Comentários

Belissimas estas caricias faladas, que revelam um amo-te a cada palavra... Bom fim de semana!

Afixado por: Maria Branco em outubro 2, 2004 03:12 PM

Mestre Constant!Tua poética é uma carícia amorável. Belíssimo.

Um beijo.

Afixado por: Eduarda em outubro 5, 2004 07:53 PM

Anda aqui a guerra:
www.azurara.blogspot.com

Afixado por: Mordente em outubro 17, 2004 12:03 AM