
O feijão, o embrião consome a água
O feijão, o embrião consome a água.
Eu, tu também!
A experiência principia: tudo no inicio.
Tudo de preto. É noite!
Estamos assim na encruzilhada, decompostos nos braços um do outro
Um mar obcecado penetra-nos, bebemos também.
Contas-me emoções, cai-te o cabelo, a árvore aprende. Contas-me a pele, sujo-me de doce, sorrio
Os plátanos esperam à janela para te olhar, há uma carícia que me apetece dizer-te,
A água cai no feijão, humedece os lábios, o cipreste pinta de verde a sombra, o lago ri aos cisnes.
Continuas assim, de olhar prestes a morrer de vergonha como os girassóis de plátano. O vidro resplandece e parte-se
Deitas-te , esqueces talvez que és minha, um ribeiro eu cai no cemitério das promessas, fazem-se contas na bolsa, continuas nua encostada na cama, só vejo o teu cabelo, amo- uma vela apaga-se, fumo um cigarro, dou voltas ao mar, agora.
O embrião consome a água, cozem-se os linhos no rio -te amarelo na China,
Publicado por constalves em outubro 1, 2004 12:39 AMBelissimas estas caricias faladas, que revelam um amo-te a cada palavra... Bom fim de semana!
Afixado por: Maria Branco em outubro 2, 2004 03:12 PMMestre Constant!Tua poética é uma carícia amorável. Belíssimo.
Um beijo.
Afixado por: Eduarda em outubro 5, 2004 07:53 PMAnda aqui a guerra:
www.azurara.blogspot.com