outubro 30, 2004

a "voz"


Quantos rios se despedaçam naquela sombra,
se perdem no frio daquelas raízes?
e nós, sabendo que aquilo, feito de gelo e ignomínia é só uma voz!

Há sangue deitado no úmero das verdades e nos braços puros,
por aquilo não ser mais que mentira e envenenar as árvores~.

o poeta e todos os homens puros continuam fazendo seiva de mármore branco
com os olhos cheios de lágrimas.

A voz. sem cara, continua ordenando os dias iguais.


a mãe branca acolhe o homem negro de verdade sem mácula.

a voz, que não tem nada a ver com as árvores e os lagos, mata!


Publicado por constalves em outubro 30, 2004 06:28 PM
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