
Toda a chuva é o meu cabelo. toda voz. todo o silêncio.
Tudo que é nada não está em mim. é dos outros.
Toda a água é silêncio aqui. Só. já. eu.
Os rios continuam por entre as pratas do tempo. A melancolia exagera na onda
. na melopeia, no tempo.
os pés molhados. Roberto canta uma lírica. Maria recobre o seio com a seda carmim. a língua chove: um cavalo, Atlas!
Como se o meu poema não fosse sempre domingo. como se não chovesse.
Como se nunca houvesse pergunta.
Como se nunca chovesse.
Belissimo! Levo o cheiro a terra molhada... Desejo de uma excelente semana!
Afixado por: Maria Branco em novembro 1, 2004 10:50 PM