novembro 14, 2004

UTOPIA 2

O vento e a água regressam
à terra, um homem caminha
no lado esquerdo da casa,
um jardim de sol para os sentimentos
tomate, cebola picada, orégãos e
mozarela espiritual na ilha a manga
e a laranja da ternura .

Os óculos caem no chão
um minuto para o meio –dia. Uma
velha penteia os cabelos brancos
frente ao espelho. Um dia que podia não ser
impossível. Já não vejo nada
sem os óculos do bom senso
O homem regressa à cada de vento
Chovem lágrimas de Deus sob
Os olhos da velha. Os cabelos ganha
Os seus próprios caracóis.
Os seios redondos da lua
O leito de Madona, aço e cetim

Um caminha na utopia, o não sonho
O frio. O homem ainda sem óculos.
Cega. As mãos e os pés desenham o percurso
O filme amadurece junto às ameixeiras
De trás para a frente, projecto ,redondo
silêncio, obstáculos, promessa

O simulacro da lua. Não tem fim
É redondo dizer utopia

JOSE GIL e CONSTANTINO ALVES

Publicado por constalves em novembro 14, 2004 02:37 PM
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