novembro 20, 2004

poeta

Constrói-se um poema de cadeiras vazias,
de solidão, de chuva na vidraça, de folhas caíndo no chão.
e Outono, de Inverno, de mãos frias e pedaços de pão,
mas esquece-se o grito seco do poeta que fica no coração.

O poeta quer mudar o mundo, perguntar, meditar fundo.
Mostrar o que vai mal, evidenciar a mentira e a verdade.
Faz do seu corpo um poema de sangue, lanças, ossos e verbo
como escultura armada no mundo. Faz mexer a multidão, iluminar o belo,
fazer rodar o relógio do sentimento, mudar a cor da ideia,
abrir o pensamento, alcançar o horizonte perdido.
Chama de irmão os outros e não desiste de
laçar o suícida, amar o desprezado, receber nos braços o fraco.


Se o sol nascesse agora quantas palavras podia o poeta agora escrever e abrir um novo mundo?

Publicado por constalves em novembro 20, 2004 10:15 AM
Comentários

Tu sabes a resposta.. Não fosses tu esse Poeta Imenso que te sei...

Afixado por: Maria Branco em novembro 21, 2004 04:34 PM