
Desce a seda na pele branca ou negra
Como a pétala na lenta cascata.
Todo o ar salva um grito cheio de nomes
Fechados na árvore nua da verdade.
Todo o deserto engravida, belo, de equívocos
E de outras faces da lua.
Uns tantos homens são poucos no navio deserto de carga,
as mulheres abraçam-se no cais. Os meninos, perplexos, jogam descontroladamente ao futebol.
Há mais tempo, há muito mais tempo, há um homem na Ilha. Mas ele não sabe o que fazer.
Uma seda sobe na pele branca ou negra. Maria tem um filho.
Um poeta bebe um copo de água pura.
Publicado por constalves em dezembro 2, 2004 11:09 PM