Poema dedicado a todos os leitores de "Diário Poético"

Olha como o raio de luz faz a manhã,
como aqueles olhos verdes abrem os teus lábios,
como um verbo te acende a língua.
Repara no silêncio das árvores,
no segredo do voo das aves,
no poema da água inquieta do rio.
Não ponhas a máscara. Por um momento,
fabrica um sorriso.
Engana a noite, acende uma saudade.
Espera a hora do Natal. Faz nascer uma palavra
no corpo.
Uma palavra e um raio e luz, um rio inquieto, uns olhos verdes, uma boca, uma ave.
Amanhã, não serás só tu.