Lê-me o pássaro do olhar,
vê no transparente do meu verbo,
a verdade das minhas lágrimas,
têm um sulco de fogo,
um código antigo para dizer coração.
Todas as hecatombes de aço
que tombam as cidades
ainda não encontraram os homens
e as verdades,
Tudo o que resta,
está nas dores dos dias, no imcompatível da carne do sangue,
que por isso se organizam nas nuvense, na alma das verdades
e dos homens com lágrimas e sulcos de fogo.
Vem, a minha casa descobre-se por detrás
do cobre das maldições e das catástrofes,
jaz o meu corpo nas florestas de sangue,
nas montanhas das cabeças decapitadas.
Entra no único lago que tu já sabes, no falo dos nenúfares brancos,
na seda do sémen dos líquenes
A minha, casa, o meu lago, o meu sangue, os nenúfares,
as minhas lágrimas,os líquenes
Sou eu, envolvendo-te o infinito nos teus seios,
beijando-te fogo na verdade.
Lembra-te que a terra é ingrata,
e o nosso refúgio só pode ser o amor.
Amor, as sílabas estão cortadas...