
Desculpem-me as rosas pelo sangue vermelho derramado
desculpem-me as árvores pelo vendaval de palavras do meu peito
desculpem-me as florestas, os jardins pela chuva ácida da minha ironia
desculpem-me a mentira do transparente do meu olhar negro, oh nuvens negras da desgraça.
Que o Universo perdoe-me a iconoclastia da minha vontade.
Mas o susurro da verdade tem que trespassar o meu corpo, violentamente
no centro do sol arbitrário da lógica , da submissão da razão.
A minha boca tem de lançar um novo ano aberto de novos verbos, as minhas mãos quebrar o aço das coisas impuras.
É preciso sonhar com o fogo na saliva da dúvida.
è preciso governar os jardins , fazer bandeiras de rosas, abrir as memórias e descobrir a paixão pelos outros e as coisas, sentirmo-nos todos,
Ousar a pérola do futuro. Oh! grande Utopia.
Publicado por constalves em dezembro 30, 2004 11:39 PM