
A minha omoplata é um rio,
de cor e chuva, um silêncio
de verbo, onde só corre a emoção
súbita do corpo.
Não quero vender a minha omoplata,
nem por palavras chatas, muito menos por dinheiro.
A carne está-lhe agarrada e o meu corpo ao eu. Eu
sou a minha omoplata, a minha omoplata, eu.
Eu não estou à venda.Os rios, as cores, os silêncios vendem-se?
não, não se vendem. espero bem que não, pelo menos...
Afixado por: neve em janeiro 16, 2005 04:17 PMNão, não vendem...
Afixado por: Maria Branco em janeiro 17, 2005 01:31 AM