janeiro 18, 2005

UMA LÍNGUA ENCOSTADA À MÃO


Como trazer as árvores num lenço de bolso?
Como fazer fantástico à hora da bica?
Como beber o mar num segredo?

Não precisa responder, algures há um poema na gaveta
Em que a rima não acerta, o sentimento não entreabre os lábios dela,
O conceito não germina no verbo.
Algures há uma dúvida impossível e utópica com uma mão cheia de sangue
Um riso aberto numa vírgula que não coube…
Um vórtice de uma emoção na lapidação de um soneto,

QUE TRAZ TODOS OS IMPOSSÍVEIS QUE EU QUERO,
QUE EU EXIJO, QUE EXISTA NA MINHA LÍNGUA ENCOSTADA À MÃO.

Publicado por constalves em janeiro 18, 2005 04:37 PM
Comentários

Sublime...

Afixado por: Maria Branco em janeiro 18, 2005 05:07 PM