janeiro 20, 2005

Pudera eu saber


E se tudo fosse princípio, como uma flor
E eu pudesse saber antes dessa raiz,
O átomo elementar do verbo,
No metrónomo sem tempo,
Sem a imobilidade da estátua e,
Mesmo que a verdade seja a multidão eufórica
Da feira de Maio, ou o acepipe mais salgado da
Tábua de todos os comeres, a face do segredo
Esteja no paradigma do mito, ou no glóbulo branco do
Sangue de Cristo, ou tudo seja um boato de um buraco negro
Mal-disposto, ou uma lágrima de mulher,

Nada mudaria o bocejo de tédio de tudo saber,
Porventura a vida seria maior, com mais cientistas, santos padres,
Super economistas, mais travestis.

Mas a cor do mar me encantaria…
E a flor não deixaria de ser flor
E ser o mais belo principio para me educar,
O mais belo verso o mais belo poema, o mais doce olhar,

Que continuaria a equação entre a energia e a emoção,
A simetria do coração e a palavra,
A incógnita da paixão

Pudera eu saber…e a flor não mudaria.


Publicado por constalves em janeiro 20, 2005 11:37 PM
Comentários

Pois eu diria que sabes, sim...
Desejo de um fim de semana muito feliz!

Afixado por: Maria Branco em janeiro 21, 2005 03:20 PM