
Um licor de amendoa,
na mesa ao pé da bica.
perna traçada, cigarro espetado no ar.
Já todo o silêncio começa a girar. A
metamorfose da fenda em brilho no olhar.
uma mão enfrenta o vácuo do papel. a metáfora chega
em palavras como trocos ali no bar.
Uma volúpia no frémito do occipital.
"Deitada como uma rosa no ébano do prazer,
sonhava na melancolia da saudade o limbo do amor"
A face desprende-se da sublimação,
o poema já corre cantando no seio de uma mulher,
Sidónio limpa o cachecol, a cinza que caíu
já é uma palavra qualquer.