janeiro 28, 2005

Uma página do diário


Um licor de amendoa,
na mesa ao pé da bica.
perna traçada, cigarro espetado no ar.
Já todo o silêncio começa a girar. A
metamorfose da fenda em brilho no olhar.
uma mão enfrenta o vácuo do papel. a metáfora chega
em palavras como trocos ali no bar.
Uma volúpia no frémito do occipital.

"Deitada como uma rosa no ébano do prazer,
sonhava na melancolia da saudade o limbo do amor"


A face desprende-se da sublimação,
o poema já corre cantando no seio de uma mulher,
Sidónio limpa o cachecol, a cinza que caíu
já é uma palavra qualquer.

Publicado por constalves em janeiro 28, 2005 04:48 PM
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