
Ruy de Carvalho e Canto e Castro em "Rei Lear"
Tudo soa agora a madeiras
Tudo cheira a cortinas pesadas, bastidores pretos.
Não há aplausos nesta partida.
Canto e Castro já soa na minha saudade, e há um infinito na boca,
as minhas mãos são lágrimas.
Não verei mais aquele patrão austero, cruel,
Todo feito em papel brechtiano.
Não verei mais o avô malandro do vendedor da banha da cobra, ou aquela voz quente e lúdica do “D’Artacão”!
Todas as rosas atiradas ao palco hoje serão dele.
Por quanto tempo ficará um lugar vago no palco do teatro?