fevereiro 10, 2005

o.


A minha voz tem a ténue verdade do dia,
na minha língua sabe o sol a carne,
os meus poemas são a espuma do cerne das palavras.

Procura-se na rosa dos ventos um rumo para as sombras,
para as didascálias dos actos.
Tudo sem igual, um desencontro sem a sintaxe da lógica.


Mas quando se sai do cubo fechado da dor o corpo
nem sempre encontra o verbo, o paralelo da mensagem, o .


O que quero dizer nem sequer é palavra, não se usa na Matemática,
não serve na ideologia, não chega a nota. o.

Nem o simples sinal passa no exame da nuvem, que é doutorada em céu e perfeição.Nem o lamento chega desesperado ao sentimento. não se vê.


A minha voz tem a ténue verdade do dia,
na minha língua sabe o sol a carne,
os meus poemas são a espuma do cerne das palavras


Tão completo como o campo seco à beira do rio. Como a coruja branca na noite.


Publicado por constalves em fevereiro 10, 2005 09:15 PM
Comentários

É sempre tão bom voltar à saudade de palavras desenhadas em versos... que não se esquecem, que não se apagam... A saudade (a minha) mora também aqui

Um abraço, Nuno Morna

Afixado por: Nuno Morna em fevereiro 11, 2005 12:34 AM