Hoje, no poema concebido pela luz
Há um cristal mais cintilante,
Há um corpo de cetim translúcido no verbo.
Há o teu olhar e o teu quente dos seios
Numa espiral de seda de todas as mãos.
Há um arco de pedra transparente concebendo uma cálida verdade.
Eu sei que é o teu corpo gravado na minha seiva. A luz é a alegria
gerada na nossa respiração.
O poema é um limbo , como uma pista de dança aberta
na chama branca da água.
Um dia é assim, todos os dias.
Mas não os queremos assim.