fevereiro 23, 2005

Mais um “post it”

Hoje, no poema concebido pela luz
Há um cristal mais cintilante,
Há um corpo de cetim translúcido no verbo.

Há o teu olhar e o teu quente dos seios
Numa espiral de seda de todas as mãos.

Há um arco de pedra transparente concebendo uma cálida verdade.
Eu sei que é o teu corpo gravado na minha seiva. A luz é a alegria
gerada na nossa respiração.

O poema é um limbo , como uma pista de dança aberta
na chama branca da água.

Um dia é assim, todos os dias.
Mas não os queremos assim.


Publicado por constalves em fevereiro 23, 2005 05:33 PM
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